CARPE DIEM!!!!!!!!!

Viva o hoje porque o amanhã ainda não chegou!

Life is meant to be sipped!

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terça-feira, 14 de setembro de 2010


Revolução da Alma




Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria,
sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer
ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma,
quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo,
Remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos
e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você...
Não coloque objetivos longe demais de suas mãos,
abrace os que estão ao seu alcance hoje
Se andas desesperado por problemas financeiros,
amorosos ou de relacionamentos familiares,
busca em teu interior a resposta para acalmar-te,
você é reflexo do que pensas diariamente.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto"para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.
Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar
o que quer que seja na nossa vida.
Por fim, acredite que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas,
um instante sequer...
...se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!!!
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."





O autor, “Paulo Roberto Gaefke
publicada em seu livro "Decidi ser Feliz" (Ed. 2002) 
 
 
 
 
p.s.: carpe diem 
 

Viva a diversidade!

Feliz por nada... (Martha Medeiros)


Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.


Confira a coluna da escritora publicada neste domingo em Zero Hora



p.s.: carpe diem!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

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p.s.: carpe diem

Dicas para elaborar um currículo eficaz

Saiba destacar informações importantes e o que escrever em cada um dos itens do CV.

Por Rômulo Martins
Fonte: Empregos.com.br

Um currículo atraente é objetivo, conciso e possui linguagem clara e adequada à área de atuação. O documento é o primeiro contato entre você e o selecionador, por isso deve ser preparado com cautela. As empresas são minuciosas na análise de um CV. Enxergam contradições, observam estrutura e formatação e não costumam perder tempo lendo três, quatro folhas sobre a vida profissional do candidato.

O Empregos.com.br conversou com Marcela Esteves, da Robert Half, empresa de recrutamento especializado, e Thais Borodai, da Cia de Talentos. As consultoras deram dicas preciosas para você preparar um currículo assertivo e conquistar o emprego que tanto ambiciona.

1. Dados pessoais
Inicie o currículo pelas informações pessoais. A expressão “Curriculum Vitae” não é usada. Não se esqueça de informar idade, estado civil, bairro, número de filhos, telefones atuais e e-mail. Não utilize endereços eletrônicos de cunho jocoso, como fofinha@curriculo.com, juju.bacana@curriculo.com. Números de documentos, como RG e CPF, só devem ser informados caso a empresa solicite.

2. Objetivo
A recomendação é informar a área de atuação, e não o cargo pretendido. Exemplos: Marketing Digital e não Analista de Marketing; Enfermagem Obstétrica e não Coordenador de Enfermagem. Em empresas em que a estrutura de cargos e salários é flexível, a posição ocupada pelo candidato pode variar independente das funções exercidas nos empregos anteriores.

3. Resumo das qualificações
Elenque os cinco principais desafios ou vivências profissionais em tópicos. Cite os projetos desenvolvidos por você nas organizações pelas quais passou. Observe se os seus conhecimentos são similares aos requisitos da vaga e destaque-os neste item. Não fale sobre aspectos comportamentais, como bom relacionamento interpessoal, espírito de liderança etc. Do mesmo modo, não mencione este tópico no currículo caso não tenha concretizado projetos significativos em sua carreira.

4. Formação acadêmica
Ordene da última formação para a primeira. Mencione a formação fundamental ou média apenas se for relevante para a vaga ou se você tiver pouca vivência profissional. Informe o curso, ano de conclusão e nome da instituição de ensino em que estudou.

5. Experiências profissionais
O último emprego ou atual vem primeiro seguido dos outros. Cite mês e ano que ingressou e desligou-se da empresa. Recomenda-se informar todos os cargos ocupados – caso você tenha conquistado promoções. Fale sobre suas principais responsabilidades. Destaque informações que fazem de você um profissional diferenciado.

6. Idiomas
Cite o idioma e o nível (básico, intermediário, avançado, fluente). Informe o nome da instituição de ensino em que estudou. Mencione viagens e cursos realizados no exterior.

7. Cursos extracurriculares, complementares ou de aperfeiçoamento
Participação em congressos, palestras, workshops ou cursos livres em sua área de atuação devem ser mencionados neste tópico. Informe nome do curso, instituição que realizou e data. Mencione apenas os cursos que possam ser relevantes a sua carreira ou à vaga.

8. Informática
Este item é opcional. Se você é um profissional júnior, é interessante mencionar porque pode ser considerado diferencial. Caso julgue adequado, cite os programas e sistemas operacionais que você domina.

Mais Dicas

  • Não coloque foto no currículo, a não ser que seja requisitada. Nesse caso, escolha uma imagem 3×4. Cuidado com poses, maquiagem e decotes;
  • Não deixe de informar cursos interrompidos ou em andamento. O selecionador pode considerá-los um diferencial;
  • Cuidado com o visual do seu currículo. O recomendado é utilizar as letras Arial ou Times New Roman nos tamanhos 10, 11 ou 12. O CV deve ter, no máximo, duas páginas;
  • Preste atenção na ortografia. Não confie apenas no corretor ortográfico. Imprima o currículo e faça uma revisão. Se necessário, peça para outra pessoa rever o documento;
  • Caso queira enviar o currículo para várias pessoas, digite os e-mails dos seus contatos no campo cópia oculta.
  • Não informe o salário pretendido. A dica é informar o último salário. A informação, todavia, é opcional.
p.s.: carpe diem

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desabafo de um transexual no Brasil...

Por um dia.

Imagine-se em um dia de sua vida. Você acorda e checa sua carteira. Lá existe uma carteira de identidade e ela não é a sua. No bolso lateral da carteira você encontra um cartão bancário e de crédito, você sabe a senha, mas ele não tem seu nome. Você toma café, despede-se da sua família e atravessa a portaria do seu prédio, aí o porteiro te estende o costumeiro bolo de contas a pagar, são de coisas que você consumiu ou vai consumir, mas não estão no seu nome.
Aí você precisa de dinheiro, é uma quantia que você não pode sacar no caixa eletrônico, você desiste de ir ao Caixa porque precisará se identificar e o funcionário olhará para o seu rosto e perguntará "de quem é este documento".
Você lembra que tinha que tirar uma amostra de sangue no Laboratório para monitorar sua saúde, mas ao chegar lá, o nome que consta na carteira do seu plano de saúde é outro, igual ao da identidade, mas diferente do seu rosto e do nome que será gritado pela funcionária que te chamará para o exame. Você chega até ela, pede para falar em particular, explica que é um transexual, que seu nome ainda não está ali, mas como ela pode ver, você é. Ela sorri perturbada e te atende. Batalha vencida.
Você chega no seu trabalho novo. O funcionário do RH te saúda, você quer uma informação, mas ele se perturba quando você diz o nome que ele deve lançar no sistema. Você explica constrangido, o balcão cheio, o despreparo.
Você começa a trabalhar, um funcionário traz um documento para que você assine. Você pergunta se é para uso interno, ele diz que não. Você se vê dividido, repetindo aquele nome que te soa estranho desde sempre, mas que é o único que consta em seus documentos.
Hora do almoço, você decide comer algo no restaurante da esquina. Como tirou pouco dinheiro do banco, decide pagar no débito, o garçom te olha de lado, não compreende porque está usando um cartão de banco que não é o seu.
Você lembra que tinha de comprar um material para o escritório. Era só uma grande caixa de arquivo, mas justo a papelaria em que você encontrou, a moça do caixa pede o CPF. É um sistema de cadastro que lança o número do CPF e aparece o nome do consumidor. O nome da sua carteira de identidade aparece na tela, você fica desconcertado, a funcionária te olha com visível desprezo.
Está quase na hora da viagem. Só dá tempo de deixar as coisas em casa, pegar a mala e ir para o aeroporto. Lá, depois de uma fila, a funcionária do check-in te pergunta de quem é o documento, você diz já mecanicamente que é um transexual, ela se perturba, leva sua identidade, conversa com a supervisora, aponta para você. Você diz que tem um problema auditivo e que não gosta de ir sobre a asa. Ao entrar no avião constata que ela te pôs com visível mau humor justamente sobre a asa.
Você vai direto ao evento, seu certificado da palestra sai no seu verdadeiro nome. Você sabe que se precisar utiilizá-lo formalmente vai ter problemas. Mas você já não se importa, ver seu próprio nome inscrito num papel é bom demais e as outras perdas são contornáveis. O dia acabou. Agora você chegou ao hotel de destino. Hora do check in. Novas explicações. Novos embaraços. No final, a cama macia. Felizmente.
Seu nariz coça. O corpo cansado anuncia uma gripe. Você não tomou vacina. Foi de propósito. Não queria ter que se explicar no posto de saúde. Assim como decide não votar na próxima eleição: se o país não reconhece sua cidadania todos os dias, não há porque torná-la exigência num dia protocolar.... torce para a gripe não piorar, para não adoecer do que todos os mortais adoecem, torce para não se acidentar como todos os mortais se acidentam, porque para além de todos os mortais, tem de dar outras explicações.
Agora imagine que essa experiência não dura um dia, mas anos. Agora imagine que dure a vida inteira.
Agora imagine que depois de milhas e milhas percorridas, um dia você vai a audiência com uma juíza. Seu advogado é realista, avisa que você será interpelado e deverá a partir daí, providenciar novas "provas" da sua condição. Você se prepara para o pior. Mas você chega lá, a escrivã, o promotor e a juíza sorriem. Para além do protocolo demonstram tranquilidade. Ela diz que vai te chamar pelo verdadeiro nome de cara. Você sorri. Ela diz que seu advogado fez um excelente trabalho de instrução. Irrepreensível. Diz que vê-lo é uma exigência a fim de que você ratifique seu pedido de mudança do nome, mas que já se considera satisfeita. Ela ouve seu minidiscurso com a garganta travada. Ela dita a sentença, a escrivã copia. O advogado e o promotor balançam a cabeça. Seu destino muda em 20 minutos. Ao sair, você nem acredita que acabou, mas acabou.
Aí você é tomado da simples e preciosa alegria de ser você mesmo e quer contar para tod@s @s amig@s que participaram, apoiaram, fortaleceram, acreditaram.
Aí você é tomado de uma fúria cívica e quer contar para todo mundo que pode ser diferente. Quer botar essa discussão num megafone, quer que ninguém mais tenha de passar por isso, e por isso escreve, e por isso apela para o envolvimento de tod@s nessa boa briga, que não se resolve numa sentença individual.

Rio de Janeiro, 20 de julho de 2010, 3a feira.
Guilherme Silva de Almeida





p.s.: carpe diem!